Como é...Bravely Default (Nintendo 3DS)
POSTED BY Sirius IN Como é..., Matérias @ Janeiro 13, 2016 - 1:00 pm

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Análise do Link – Bravely Default (Nintendo 3DS)

Sempre admirei e fui fã de jogos estilo RPG, seja por sua história, estratégia ou envolvimento dos personagens ou suas ações eles sempre me impressionaram com a riqueza de detalhes e cenas. Minha reação não foi diferente em relação à Bravely Default que tem tudo isso, porém, a nossa queridíssima Square Enix errou feio, criaram uma história totalmente repetitiva, fazendo com que você nunca mais pense em jogar novamente este jogo, explicarei mais adiante, enquanto isso, uma breve explicação sobre a sua história.

O jogo originalmente não é a versão que temos em mãos, a primeira foi lançada no Japão no ano de 2012 e só depois então com melhorias na jogabilidade e a adição de novos capítulos é lançada nossa versão Ocidental, conhecido por lá como Bravely Default: For the Sequel (2013). No ano de 2014 é intitulado como Bravely Default mesmo. Até ai tudo bem, sem mais delongas vamos para a história dessa preciosidade. Tudo começa num mundo chamado Luxendarc e nele quatros cristais sustentam a natureza e seus elementos, fogo, água, terra e ar, caso um deles seja corrompido o mundo entrará num estado de caos total. Para evitar que eles sejam destruídos ou corrompidos, existem ordens religiosas que priorizam a proteção dos cristais e é ai que uma das sacerdotisas, Agnés e sua fada Airy entram na trama toda. Ela monta um grupo (contra sua vontade só para esclarecer) e junto com Tiz, Ringabel e Edea formam os Guerreiros da Luz, onde não medem esforços para proteger os cristais e purifica-los, restabelecendo a ordem de Luxendarc. Existe uma divisão territorial e cultural em Luxendarc que crê que os cristais estão trazendo todo o mal para o mundo, então veja você caro leitor, mais lenha na fogueira para lutas e discussões durante o jogo.

Muito bem, o roteiro é interessante e até repetitivo caso for comparar com outros jogos da franquia Square Enix como Final Fantasy V (SNES), mas o que o torna único é seu sistema de batalha, e que dá o nome ao título, o sistema BP, ou Bravely Point. As lutas são orientadas por turnos, você tem suas ações básicas como atacar, usar magia ou invocação, utilizar itens, fugir da luta, ou se preferir se defender, no caso o Default. Caso queria atacar ou usar magias com o mesmo personagem 4 vezes você pode sem problema usar a ação Bravely que garante mais 3 ações pois o BP dá conta, porém, você fica no vermelho devendo 4 pontos, ou seja, para pagar esses pontos negativos terá que esperar 4 turnos do inimigo sendo que ele está te espancando enquanto você fica a esmo. Agora caso queria usar a estratégia a seu favor fique na defensiva, que no caso ela adiciona um ponto BP, você pode ter no máximo por personagem 3 pontos BP’s, essa ferramenta muda e muito a ação do jogo e torna Bravely Default único.

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Como pode ver a imagem acima, cada personagem do grupo utilizando uma job diferenciada.

Isso enriquece muito o jogo, sem contar os sistemas de Jobs que também se assemelha a série Final Fantasy. No total temos 24 jobs cada uma com a sua característica própria, desde cavaleiro, mago, lutador, invocador, pirata, ninja, samurai e etc, a lista é longa e muito criativa. Elas te fornecem habilidades novas para a batalha e melhorias no seu status. Para consegui-las deve cumprir os objetivos principais e também algumas side-quests, mas todas envolvem numa luta contra os 24 chefes de cada job. Outra inovação neste jogo fica por conta do Street Pass do Nintendo 3ds. Se houver outras pessoas jogando Bravely Default o melhor ataque de uma pessoa ficará salvo no seu portátil e caso você queria usá-lo durante uma luta ferrenha é só invocar ele no ícone Summon Friend e pronto, mais uma ajudinha básica.

O jogo também te dá liberdade para mudar a dificuldade do game a qualquer hora ficando a sua escolha do Easy até Hard. O número de encontros com inimigos também pode ser aumentado ou se quiser passar a dungeon sem ver a cara deles é só desligar o modo de dar de cara com eles e pronto, bora até o chefe.

Entre muitas outras inovações você irá encontrar como acelerar a batalha, repetir o mesmo movimento da luta anterior e etc, há uma variedade de modos e opções para incrementar sua jogatina, mas fique calmo, um tutorial básico vai auxiliando durante o jogo.

A trilha sonora é grandiosa, às vezes repetitiva, outras são empolgantes com uma banda de heavy metal tocando ao fundo durante uma luta épica contra algum chefe. Os cenários parecem ser pintados à mão lembrando Legend of Mana (PS1). Na realidade todo elemento que você esperava ter em um game de RPG de ótima qualidade você encontrará em Bravely Default, mas agora chegou a pior parte, a repetição. Depois de uma longa jornada em Luxendarc, concluindo o capítulo 4 do game você espera mudanças como fases novas, chefes novos ou até side-quests novas, porém, você descobre que terá que purificar novamente os quatros cristais elementais novamente, enfrentar novamente os chefes das Jobs (essa parte ficando a sua escolha se vai enfrentar novamente). Depois com muita paciência, você está para concluir o capítulo 5 e chegar ao objetivo final com mais de 90 horas de jogo e sim, você vai passar por tudo de novo. Se prepare que o jogo tem 8 capítulos, sendo que no capítulo 6 é possível terminar ele (não sei como, pois consegui concluir no capítulo 8, pesquisei em alguns sites e revistas e disseram que basta você destruir o último cristal, até agora não sei como fazer isso), e do capítulo 5 até o 8 é tudo a mesma coisa. Na verdade para não dizer que é a mesma coisa, os diálogos mudam, itens novos são adquiridos e as duas últimas Jobs são desbloqueadas nestes capítulos. Isso faz com que você não queria mais ver a cara de Tiz e companhia, pegue ódio mortal da voz irritante de Airy e de uma vez por todas salve o jogo e nunca mais repita a dose.

3A riqueza do cenário, e tudo isso é apresentado no jogo. Belo é o que resume a arte deste jogo.

Não sei o que a Square Enix tinha na cabeça, mas isso irrita qualquer pessoa profundamente, pense que grandes RPG’s como Final Fantasy, Kingdom Hearts e Legend of Mana passaram nas mãos da Square, e da mesma forma com a Enix com a série Dragon Quest, e mesmo assim aceitaram acrescentar mais de 30 horas de jogo em que você tem que enfrentar o mesmo chefe novamente, passar pelas mesmas fases novamente, e prever que novamente você irá ter que enfrenta-los de novo e de novo.

O jogo é muito bom, mas a repetição de chefes e cenários onde você obrigatoriamente tem que voltar é irritante, o final do game até surpreende e o segredo por trás dessa infinita repetição é revelado. Uma cena extra é desbloqueada apresentando a continuação da série, o Bravely Second.

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Imagem da estreia de Bravely Second, que tudo indica promete superar o antecessor, assim espero.

Pelo que o vídeo apresenta a sequência promete muito, só espero não ter que repetir a dose de ficar aumentando as mesmas Jobs do primeiro game neste segundo e que os capítulos não tenham um enredo repetitivo. Mas eu recomendo para quem quer ter um RPG inovador e que se assemelhe aos da era 8 e 16 bits, vale a pena investir nessa jornada!